Novak Djokovic chegou às semifinais de Wimbledon aos 39 anos e, mesmo eliminado por um Jannik Sinner em grande fase, deixou claro que ainda vê sentido em continuar competindo no mais alto nível. O sérvio caiu na penúltima rodada diante do italiano, que depois superou Alexander Zverev e revalidou o título no All England Club. Em entrevista à TNT Sports, Djokovic fez um balanço sincero sobre sua atual geração de rivais e sobre os limites que o corpo, aos 39 anos, começa a lhe impor.
"Eu também cheguei lá, de um jeito diferente. Éramos três, todos diferentes. E agora que Alcaraz e Sinner são a força dominante do tênis, os dois me lembram muito de mim mesmo", disse o sérvio, em referência ao 'Big Three' que formou ao lado de Roger Federer e Rafael Nadal. Os três terão documentários próprios - o do sérvio chega em 20 de agosto -, um retrato de uma era que redefiniu o tênis mundial e que agora observa, de fora das quadras, a ascensão dos novos protagonistas. Enquanto aguarda os próximos compromissos da temporada, parte do público que acompanha tênis também costuma explorar outras formas de entretenimento esportivo, como as opções de slots online disponíveis em plataformas digitais. slots online
O desgaste físico como fator decisivo
Djokovic havia mostrado um nível de jogo notável nas rodadas anteriores em Wimbledon, mas não conseguiu chegar fisicamente inteiro à semifinal contra Sinner. O motivo é compreensível: cinco horas e quinze minutos em quadra para vencer Felix Auger-Aliassime deixam marcas, mesmo em atletas de elite. Dificilmente qualquer tenista, do próprio canadense ao mais jovem dos rivais, entraria em quadra dois dias depois com energia suficiente para um duelo daquele calibre.
"Digo a mim mesmo 'estou jogando contra o meu eu de dez ou quinze anos atrás', e isso dói quando sinto isso em quadra. Ou seja, sei como decifrar o código, mas será que ainda consigo fazer isso?", reconheceu o sérvio, em um dos momentos mais reveladores da entrevista. A última vitória de Djokovic sobre Sinner ou Alcaraz não é tão distante: aconteceu neste mesmo ano, no Aberto da Austrália, justamente contra o italiano, em uma exibição de altíssimo nível na quadra que costuma ser considerada sua favorita.
Motivação renovada apesar dos 24 Grand Slams
Mesmo com tudo já conquistado no tênis e 24 títulos de Grand Slam no currículo, Djokovic afirma que ainda sente fome de competir. "Trata-se de sempre encontrar novas formas de se motivar, de se inspirar para ser melhor, e as rivalidades são boas. São importantes. Por isso é preciso sempre encontrar alguém, seja na arquibancada ou em quadra, que te impulsione a superar seus limites", declarou. É uma fala que resume bem sua trajetória recente: buscar adversários que o obriguem a manter o padrão competitivo, mesmo enfrentando o desgaste natural da idade.
Cincinnati como preparação para o US Open
O próximo desafio de Djokovic será o Masters 1000 de Cincinnati, torneo que costuma usar como ajuste de ritmo antes dos Grand Slams, sem se desgastar além do necessário. Ali também pode reaparecer Carlos Alcaraz, caso a recuperação de sua lesão evolua bem e permita intensificar os treinos. Djokovic chegou às semifinais no Aberto da Austrália e em Wimbledon nesta temporada, mas não repetiu o feito em Roland Garros, onde caiu na terceira rodada diante de João Fonseca. No ano passado, havia alcançado a semifinal em Nova York, mas encontrou um Alcaraz em estado pleno, que terminou levantando o troféu com méritos evidentes. Resta saber o que reserva esta edição do US Open.